Voos da Aerolíneas já podem ser emitidos no Smiles – isto faz diferença?


Ontem o blog “passageiro de primeira” noticiou que o Smiles já está permitindo emissão de bilhetes prêmio em voos da Aerolíneas Argentinas. E olha que o processo de integração foi bem rápido pois a Alitalia já é parceira há bem mais tempo e nada de emissão por enquanto.

A primeira reação, claro, foi achar a notícia positiva, já que abre mais uma possibilidade para emissão de bilhetes. Mas vamos primeiro analisar a tabela:

Tabela_Aerolíneas

Sim, a tabela é idêntica às demais parceiras (Delta, Ibéria, Qatar, Air France/KLM). Econômica/Executiva 10.000/15.000 milhas para a América do Sul; 25.000/37.500 milhas para América do Norte; 35.000/52.500 milhas para Europa.

Notem que para voar para Europa e Estados Unidos vocês terão que passar por Ezeiza (com sorte, se não for Aeroparque, o que implicaria em um transfer urbano de ônibus): cidade no Brasil->Ezeiza -> cidade na Europa/EUA. E essa escala em Buenos Aires tem um custo alto, já que a Argentina cobra todas as taxas de embarque neste tipo de conexão. Numa ida e volta estamos falando em quase 400 reais a mais de taxas.

Vamos analisar primeiro as rotas da Aerolíneas para Europa: Madrid, Barcelona e Roma. Nos dois primeiros a concorrência dentre os parceiros seria com a Ibéria. O último é servido pela Ibéria, Air France e KLM.

Nos dois primeiros eu escolheria a Ibéria, pois ela possui voos diretos ligando o Rio e São Paulo a Madrid e Barcelona. Além disto já está voando em alguns dias com o Airbus A330 com interior renovado. Mesmo que você tenha que conectar de outra cidade no Brasil as taxas serão bem menores.

Para Roma voar com a Aerolíneas implicaria numa conexão a menos, mas as taxas seriam maiores que nas demais parceiras (acabei de voar para/de Madrid e de Paris). O desempate seria no produto oferecido, que é sem dúvida nenhuma melhor na Ibéria, Air France e KLM.

Para os Estados Unidos a Aerolíneas tem dois destinos: Miami e Nova Iorque. A concorrência dentre os parceiros seria com a Delta. Aqui vale o mesmo dito antes: as taxas seriam mais caras. No caso de Miami o número de conexões seria o mesmo, já que a Delta não faz a rota de maneira direta. Para Nova Iorque o voo é direto. Se precisar desempatar, escolheria a Delta aqui também, pela frota renovada.

Então você pensa: “Tá, então eu posso emitir um voo do Brasil para Buenos Aires nas cidades onde há voo direto da Aerolíneas”. Poder, pode. Mas o preço cobrado é o mesmo ou maior do que o da Gol.

Apesar da tabela falar que o trecho deveria custar 10.000 milhas eu encontrei FLN-AEP por 12.500 na ida e 10.000 na volta. Abusivo, sem dúvidas. Vale a pena brigar por 2.500 milhas? Depende da sua disposição. Eu não teria saco.

Se já sai mais caro no preço normal, é preciso lembrar também que a Gol faz seguidas promoções de milhas reduzidas para lá. Eu mesmo emiti uma passagem ida e volta para a capital portenha por apenas 12.000 milhas. Menos do que o cobrado pelo bilhete de ida na Aerolíneas. Sinceramente acho muito caro pagar 22.500 milhas para uma viagem até Buenos Aires.

E quem mora em São Paulo ainda pode optar por gastar 20.000 milhas e voar na Qatar, uma cia cinco estrelas.

Tá, então essa parceria não serve pra nada? Existe uma única situação que eu consegui enxergar (e encontrar voos): emitir o bilhete da sua cidade até outras cidades da Argentina como Bariloche, Mendoza e Ushuaia. Neste caso você voa da sua cidade para Buenos Aires e de lá segue para a cidade destino. Tudo pelo mesmo preço de milhas que custaria só a ida até a capital. Olhem o exemplo:

Busca_AR_FLN-AEP Busca_AR_FLN-USHEu não vou nem entrar no mérito de estarem cobrando 12.500 por um trecho que segundo a tabela deveria custar 10.000 milhas. Mas voar pro Ushuaia costuma ser caro (cerca de US$283 one way ou US$ 564,00 ida e volta), então neste caso vale a pena emitir na cia argentina.

Evidente que ter opções é sempre melhor que não as ter e que tudo vai depender da disponibilidade de assentos nas datas procuradas. Mas vocês já estão avisados que essa conexão vai custar caro =)

Fonte: Passageiro de Primeira

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Kit de boas vindas do Aerolíneas Plus Platino

 

Até bem pouco tempo atrás a Aerolíneas Argentinas oferecia um status match (equivalência de status) para os clientes das cias aéreas que considerava concorrentes: Lan, Tam, Gol, Taca, Avianca, Ibéria e American Airlines.

Já havia pedido (e recebido) equivalência para o cartão Oro do Aerolíneas Plus usando meu cartão Ouro do Smiles no ano passado.

Quando recebi o Executive Platinum da American Airlines pedi nova equivalência, desta vez para o Platino, sem grandes pretensões pois geralmente a equivalência só é permitida uma única vez.

Demorou e não foi sem custo (entrei em contato diversas vezes) mas no final deu tudo certo e meu kit de boas vindas chegou ontem:

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O principal benefício vem do fato da Aerolíneas pertencer à aliança Skyteam, o que leva os membros Platino ao nível Elite Plus, que oferece uma série de benefícios:

  • Check-in, bagagem e embarque prioritários;
  • Direito a uma peça extra de bagagem de até 20kg (além das que a sua franquia permitir);
  • Direito a marcar lugar nos assentos prioritários sem custo adicional;
  • Acesso às salas vip com direito a um acompanhante.

Além disso nos voos próprios da Aerolíneas há benefícios adicionais: upgrades gratuitos de classe com confirmação 72 horas antes do voo e bonificação de 100% sobre as milhas voadas. Ah, e direito a dois upgrades de categoria no ano(informação que veio por e-mail e não consta da carta de boas vindas).

É sempre bom ter essa carta na manga, embora nos meus planos imediatos não esteja nenhum voo com cias do Skyteam.

Procurei a página que tratava do status match no site da Aerolíneas mas ela foi retirada do ar. Quem quiser tentar segue este roteiro:

Envie um e-mail para elitematch@aerolineas.com.ar com o assunto “Elite Status Match”, contendo seu número no Aerolíneas Plus (se não fez ainda, faça antes aqui), nome completo, e-mail, cópia do cartão de fidelidade de uma das cias que eu citei lá em cima escaneado (foto vale também) e do último extrato.

Só não esqueçam de contar depois se deu certo! Boa sorte!

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Voo Aerolíneas Argentinas 1270 AEP/FLN

Chegamos ao penúltimo post deste trip report onde eu relato como foi fazer o trajeto entre o Aeroparque e o Aeroporto Hercílio Luz a bordo de um 737 da Aerolíneas. O post vai ser curtinho e já já eu explico o porquê. Este é o décimo quarto post deste trip report aqui:

1. Introdução
2. Voo Austral 2271 – FLN/AEP
3. Buenos Aires
4. Salón Condor EZE
5. Voo Aerolíneas Argentinas 1304 – EZE/MIA
6. Sofitel Miami
7. Voo American Airlines 2391 – MIA/PLS
8. Turks & Caicos
9. Voo American Arlines 1338 – PLS/MIA
10. Hotel Dream South Beach
11. Hotel Marriott Dadeland
12. Delta Sky Club Miami
13. Voo Aerolíneas Argentinas 1303 – MIA/EZE

Aerolíneas Argentinas Voo AR-1270
Buenos Aires (AEP) – Florianópolis (FLN)
Domingo, 05 de janeiro de 2014
Partida: 07:05
Chegada: 10:05
Duração: 1h35min
Milhas: 578
Aeronave: Boeing 737-800
Assento: 3C (Club Economy)

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Como eu contei ontem chegamos a noite em Buenos Aires. A maioria tinha descansado bastante no voo e resolvemos sair pra jantar. Fomos no excelente Elena, onde eu comi essa maravilha aqui:

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A essa altura vocês já sabem que eu sou um péssimo fotógrafo, mas dá pra ter uma boa ideia do quão gostoso isso tava! Se quiser conferir é fácil, o restaurante fica dentro do hotel Four Seasons, na Recoleta.

O papo tava animado e decidimos esticar dali pra Floreria Atlântico, outro lugar que eu indico sem medo: são os melhores drinques de toda Buenos Aires.

E papo vem, papo vai…quando vimos só dava tempo de voltar para o hotel, pegar as malas e tocar pro aeroporto, já que nosso voo era super cedo.

Por sorte partimos do Aeroparque e deu pra chegar a tempo. Na verdade deu e sobrou, porque nosso voo atrasou 26 minutos.

Quando finalmente embarcamos percebi que não iriamos nos modernos Embraer 190 e sim num 737 velho de guerra, ainda com a pintura azul escura. Mais ou menos como esse aqui que eu achei no airliners.net:

A razão para a mudança é que na temporada de verão há uma alta demanda dos argentinos para vir para Florianópolis, por isso a troca de equipamento.

O interior é bem parecido, com os assentos parecendo poltronas, mas sem o ajuste do encosto de cabeça:

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No meio um pequeno porta copos:

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E na frente nada de tela de entretenimento individual:

IMG_6547O espaço para pernas era bom:

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Antes de decolarmos o comissário pediu para guardar meu casado no armário da frente da cabine, o que concordei. Foi só eles fecharem a cabine e apaguei por completo só acordando em Florianópolis, onde chegamos com um minuto de atraso (méritos pro comandante).

Desembarquei ainda com sono e óbvio que esqueci o casaco a bordo. Ainda que eu pudesse ter lembrado, achei falha do serviço oferecer pra guardar e não vir devolver. Já tentei de todas as formas encontrar e nada. Paciência, vão-se os anéis…

Peço desculpas por não ter mais fotos, mas o serviço de bordo foi igualzinho ao da vinda que eu apelidei de “cajita infeliz”. Segundo relato de quem recebeu eu não perdi nada.

A Club Economy do Embraer é sem dúvida melhor mas o 737 cumpre bem a missão de ser uma alternativa mais confortável que a classe econômica da concorrência.

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Voo Aerolíneas Argentinas 1303 MIA/EZE

Depois de férias incríveis, era chegado o momento de voltar. Hoje vou contar como foi o primeiro dos voos da volta, entre Miami e Buenos Aires, a bordo de um Airbus A340-200 das Aerolíneas Argentinas. Já posso adiantar que foi bem diferente do voo da vinda. Este é o décimo terceiro post deste trip report aqui:

1. Introdução
2. Voo Austral 2271 – FLN/AEP
3. Buenos Aires
4. Salón Condor EZE
5. Voo Aerolíneas Argentinas 1304 – EZE/MIA
6. Sofitel Miami
7. Voo American Airlines 2391 – MIA/PLS
8. Turks & Caicos
9. Voo American Arlines 1338 – PLS/MIA
10. Hotel Dream South Beach
11. Hotel Marriott Dadeland
12. Delta Sky Club Miami

Aerolíneas Argentinas Voo AR-1303
Miami (MIA) – Buenos Aires (EZE)
Sábado, 04 de janeiro de 2014
Partida: 08:45
Chegada: 19:45
Duração: 9h04min
Milhas: 4406
Aeronave: Airbus A340-200
Assento: 9A (classe executiva)

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Só pra variar um pouquinho, fomos chamados a embarcar na sala vip da Delta só pra chegar no portão e ver que não tinha embarque nenhum começando – nem perto disso.

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Essa fila era do pessoal que tem embarque prioritário. Realmente não entendi o porquê dessas pessoas ficarem esperando em pé. Como estava escolado da vinda, procurei um lugar ali perto para sentar. Pensei em voltar pra sala da Delta, mas era um pouco longe e ninguém sabia precisar o motivo e o quanto seria o atraso.

Depois de pelo menos 30 minutos de espera, fomos chamados para embarcar. Já na ponte de embarque eu vi que o avião tinha a pintura antiga da Aerolíneas (num azul mais escuro). Isso significava duas coisas: não era o avião que nos trouxe e seria algo mais velho ainda.

Apresento-lhes um novo sucesso dos ares, De volta pro passado:

IMG_6523 DSCN0491Se as cores da cabine da vinda não combinavam com os da Aerolíneas, o que dizer desse estampado verde-sofá-da-casa-da-vó? Vejam com detalhes:

IMG_6521Esse aqui era o meu assento:

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Esquisitão né? Logo que sentei fiquei espantado com o tamanho do espaço para pernas:

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Nem esticando o braço eu conseguia chegar no porta revistas em frente:

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Encerrado o embarque, vi que a Classe Club Condór estava lotada:

IMG_6529Voltei minha atenção para os controles do assento:

IMG_6525 IMG_6524Tudo com um aspecto de má conservação. A localização dos comandos de posição do assento era péssima, esbarrei um sem número de vezes ali durante o voo.

Enfim decolamos, fazendo o sobrevoo em Miami:

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Tão logo foram desligados os avisos de atar os cintos (e por consequência liberar a reclinação dos assentos) eu entendi por que havia tanto espaço entre uma fileira e outra:

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O assento da frente invadia o espaço de trás. Se você também levantasse o seu a sensação era de estar em um ônibus leito. Além do aperto, a privacidade é praticamente zero. Os dois da frente pareciam que estavam deitados no meu colo:

IMG_6535O que realmente salvou o voo foi esse senhor que esta ali oferendo bebidas. Foi sem dúvida alguma o melhor comissário de bordo que tive em muitos anos. Educado, disposto a ajudar e genuinamente simpático. Pena eu ter esquecido o nome dele mas fica o registro.

Ele logo tratou de iniciar o serviço de bordo que naquele horário era o café da manhã:

IMG_6537Aqueles tabletes verdes que vocês pensam que é manteiga eram na verdade chocolates de menta. Tá e come o pão com o que? Perguntei se havia manteiga e o comissário um tanto envergonhado pediu desculpas e disse que não. Salvou-se a empanada, essa sim estava deliciosa.

Depois do café puxei a tela de entretenimento individual e fui vi que estava passando Jobs:

IMG_6538Já tinha visto (e detestado) o filme. Então depois de um tempo resolvi ir na galley bater um papo com os comissários (já que meus amigos dormiam a essa altura). Todos me pareceram orgulhosos da profissão e confiantes de que dias melhores estão por vir para a Aerolíneas. Bom sinal.

Aproveitei para dar uma espiada nas opções do almoço e reservar a minha, já que estava na última fileira.

Voltei ao meu assento e pouco depois iniciou-se o serviço de almoço com a distribuição de tolhas quentes:

DSCN0454E a salada de entrada:

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Vejam que desta vez o catering não esqueceu da manteiga. Ainda bem, porque a salada estava muito ruim. Não sei o que era o “recheio” mas estragou a coisa toda:

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Seguiu-se o prato principal, que era um frango ao molho pesto com cogumelos:

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Acertei em cheio na escolha, pois foi o melhor prato de todos os voos com a Aerolíneas.

Pra acompanhar um bom tinto argentino:

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Logo em seguida, passaram um carrinho com sobremesa (sorvete) e prato de frutas e queijos. Fiquei com a segunda opção:

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Fechando com chave de ouro foram servidos digestivos e café:

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Pedi um Cognac e um Bailey’s pra fechar com chave de ouro:

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Tirando a salada a refeição superou as expectativas. Nessa altura faltava um par de horas para nossa aterrizagem em Ezeiza e felizmente meus amigos estavam acordados depois da refeição.

Ficamos de bate papo até acenderem os avisos de atar os cintos que precedem a aterrizagem. Voltei ao meu assento e olhei pela janela:

DSCN0481 DSCN0479Já estávamos em território argentino. O monitor confirmava:

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Onde pousamos pouco tempo depois com algum atraso ao horário original previsto. Lá fora o sol se despedia:

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Era bonita a imagem dos aviões da Aerolíneas com o lusco-fusco ao fundo:DSCN0497

Encostamos no nosso finger e ali encerrava-se o penúltimo capítulo deste trip report:DSCN0498Fiquei confuso sobre qual conclusão tirar sobre esse voo. Enquanto o hard product (avião e assentos) deixa a desejar o serviço foi tão bom que me fez relevar diversos deslizes.

Contudo acredito que se a Aerolíneas quer tornar EZE um hub para a América do Sul tem que melhorar seu produto de bordo pelo menos para padronizar o que se encontra e não deixar os passageiros à mercê do acaso.

Mas calma que ainda não acabou! Amanhã eu conto como foi o último voo dessa longa jornada, entre o Aeroparque e Florianópolis. Até lá.

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Voo Aerolíneas Argentinas 1304 EZE/MIA

Chegou a hora de relatar como é voar na Club Condor Class (notaram uma certa predileção pela ave?), que nada mais é que a classe executiva da Aerolíneas Argentinas. O voo foi entre Buenos Aires e Miami. Este é o quinto post deste trip report aqui:

1. Introdução
2. Voo Austral 2271 – FLN/AEP
3. Buenos Aires
4. Salón Condor EZE

Aerolíneas Argentinas Voo AR-1304
Buenos Aires (EZE) – Miami (MIA)
Segunda, 23 de dezembro de 2013
Partida: 08:30
Chegada: 15:40
Duração: 9h10min
Milhas: 4406
Aeronave: Airbus A340-300
Assento: 5J (Classe Executiva)

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Além de um ou outro vídeo no you tube e um relato perdido aqui e ali não é possível encontrar nada recente sobre as ofertas da Aerolíneas, pelo menos antes de eu embarcar (coincidentemente em Dezembro a revista Flap publicou um relato bem completo deste voo que vale a pena procurar).

O próprio site da empresa não ajuda muito, olhem só como eles descrevem o serviço (tradução livre minha):

“Club Condor Class se destaca por inúmeros detalhes. Do desenho da louça, o amenity kit, até as tecnologias mais avançadas em entretenimento e comunicação durante o voo (vídeo, áudio e telefone por satélite). Há ainda uma seleção cuidadosa dos melhores vinhos argentinos para acompanhar os belos menus e a atenção personalizada da nossa tripulação”.

Parece bom, né? A página ainda destaca que os Airbus A340 tem:

  • Assentos com amplo espaço entre eles, cada um com uma tela individual onde você pode saborear QUATRO filmes lançamento na Argentina em ESTÉREO;
  • Sistema de audio com 12 canais variados;
  • Telefone via satélite ao custo de US$7,50 o minuto;
  • FAX! ao custo de US$7,50 a folha;
  • Grande variedade de material de leitura;
  • Pratos requintados acompanhados dos melhores vinhos argentinos, destilados importados e champagne.

Coloca ou não coloca a Emirates no chinelo? =) Quero dizer, pra que mais que quatro filmes durante o voo? Você nem vai ter tempo de ver todos mesmo! E qual outra cia oferece a possibilidade de enviar um fax em pleno voo! Ah, os maravilhosos anos 80.

Brincadeiras à parte a verdade é que quem paga mais para viajar na classe executiva ou primeira classe está pagando pelo conforto e pelo serviço. Mais o primeiro que o segundo. Então vamos ao voo:

O Salón Condor avisa quando estão saindo voos da Aerolíneas então pudemos ficar lá despreocupados com o horário (não me lembro se chamaram voos de outras cias, mas é possível).

Nosso voo estava programado para as 8:30 e por volta de 8:00 não tinham chamado ainda. Resolvi ir até o portão para saber o que estava acontecendo, pois queria ser um dos primeiros a entrar para tirar fotos.

No portão uma multidão se aglomerava sem nenhuma fila definida e nenhuma distinção para passageiros com prioridade. Consegui falar com um funcionário que se limitou a dizer que o voo estava atrasado mas que não sabia quanto tempo.

Ok, não deve demorar, já que o avião está ali conectado ao terminal:

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Resolvi esperar…esperei, esperei, esperei…deu 9 horas e nada do pessoal de terra se mexer. Desisti daquilo e voltei pra sala vip (que era perto). Na entrada avisei que estava naquele voo e que queria ser o último a entrar.

As 9:30 soou o aviso de que aquela era a última chamada para o embarque. Ok, vamos lá.

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Notei que esta era a mesma aeronave do trip report da Flap, pois o winglet da asa esquerda estava quebrado, fruto de uma barbeiragem no aeroporto de Miami. Tive então que explicar para os meus amigos que aquilo não comprometia a segurança do voo, apenas deixava o avião menos aerodinâmico. Acho que não fui muito feliz na explicação, pois todos ficaram ressabiados.

A coisa estava um pouco confusa a bordo:

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Mas tive uma excelente primeira impressão da cabine:

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O avião pertencia antigamente à Cathay Airways, uma das melhores cias do mundo então mesmo o produto antigo deles ainda era bastante bom. Olhem o meu assento:

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Ele ficava na primeira fileira da classe executiva. Estranhamente ela começava com a fileira 5. De qualquer forma os assentos 5A, 5B, 5J e 5K são os melhores da cabine, pois possuem uma área extra para guardar coisas em cima das televisões:

DSCN0247 DSCN0251Sentei no assento e comecei a me ambientar:

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Como vocês podem ver o avião demonstra um certo uso, acho que é uma economia burra da Aerolíneas em não trocar estofados para o padrão da cia (tudo está do jeito que veio da Cathay. A prova disso é o telefone/controle:

DSCN0268De qualquer forma o espaço para pernas era excelente:

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Aguardando no assento estava o amenity kit:

DSCN0259Que surpreendeu positivamente no conteúdo:

DSCN0261Abaixo da poltrona havia ainda uma tomada, mas com uma entrada bizarra (não era daquelas de acendedor de carro, era menor):
DSCN0262Nesse ponto eu já me perguntava o porquê da demora. Já estávamos a bordo a uns bons 20 minutos, num calor infernal e nada de fecharmos as portas ou ligarem o ar condicionado. Várias pessoas começaram a reclamar (imaginem que muitos deles entraram antes de mim no avião).

Seja qual tenha sido o problema, o avião decolou perto das 10 da manhã:

DSCN0263 DSCN0264 DSCN0265Somente depois da decolagem que os comissários passaram oferecendo água – e o ar condicionado foi ligado.

Passei então a mexer no sistema de entretenimento, que não saia da tela com o mapa:

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Perguntei à comissária se estava fazendo algo errado. Ela sorriu e disse que ainda não estava na hora do filme. Hein? Deixei por isso mesmo pois estavam começando o serviço de bordo:

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O omelete estava muito bom e as ofertas de comida estava compatíveis com o que se encontra em qualquer executiva por aí. Destaque para o cuidado com o branding. Até o saleiro tinha uma imagem do condor:

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Depois do desjejum voltei minhas atenções para a tela. Estava verde agora. Nem o mapa aparecia:

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Que diabos? Tudo bem, afinal eu tinha uma “grande variedade de materiais de leitura”, que eram…as mesmas duas revistas que encontrei a bordo no voo entre Floripa e Aeroparque. Hmmm…

Pouco depois a comissária veio que avisar que o filme iria começar. Aí eu entendi: eles tem que ligar o filme no sistema e você tem duas opções: assistir ou não. Mais ou menos como a tevê de casa. O filme era Aviões, da Disney:

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Até tentei ver o filme mas o meu conector do fone de ouvido estava com mal contato, então não escutava no lado direito. Depois de um tempo cansei (o desenho também não me interessava) e desisti.

Sorte a minha estar viajando com amigos, assim ficamos conversando e o tempo passou rápido. Quando vi já estavam para iniciar a segunda refeição, o almoço. Primeiro o menu foi apresentado, eis as opções:

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Eu sei, eu sei, minhas fotos ficaram horríveis. A ideia era guardar o menu para escanear mas acabei esquecendo a bordo.  De qualquer forma a única opção era no prato principal e fui de ragú de cordeiro patagônico:

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A apresentação foi abaixo do esperado e salada não estava grande coisa, mas o ragú estava muito gostoso. Para acompanhar pedi um Trapiche Reserva Malbec que combinou com o prato principal.

Terminado o almoço foi oferecida a sobremesa (sorvete) e o prato de queijos. Fiquei com o segundo e pedi mais uma taça, agora do Santa Julia Reserva Cabernet Sauvignon.

O comissário notou meu interesse pelos vinhos argentinos e conversamos um pouco pelo assunto. Ele então sugeriu que eu fizesse um wine tasting. Opa, é comigo mesmo:

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Além dos vinhos já citados havia um terceiro que era um Blend e que na minha opinião era o melhor dos três: o Nina Blend 2009:

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Aqui no close:

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Pra mim podia ter só isso de entretenimento a bordo que eu ficaria mais que contente. Lá fora já sobrevoávamos o mar do caribe:

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Informação que eu confirmei no mapa:

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Faltavam apenas 20 minutos para a aterrizagem:

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Onde pousamos as 16:45, com uma hora e cinco minutos de atraso. Se você vai voar essa rota, já coloque o atraso na conta e seja feliz, não marque nenhuma conexão apertada porque você vai perder o voo. O percentual de voos no horário é de apenas 28%:

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Talvez porque estava com a expectativa baixa, talvez seja o vinho falando mas apesar dos problemas enfrentados foi um bom voo e certamente faria de novo.

Mas tem muito que ser melhorado para que a Aerolíneas esteja em pé de igualdade com a média das outras cias que fazem a ligação entre a América do Sul e América do Norte.

Espero que tenham gostado do relato. Novamente tentei ser o mais detalhado possível para oferecer informações que não estavam disponíveis até então.

No próximo post eu conto como foi a minha curta estadia no Sofitel Miami. Até lá.

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Salón Condor EZE

Hoje eu vou contar como é o Salón Condor, nome dado à sala vip da Aerolíneas Argentinas no Aeroporto de Ezeiza e que também é utilizada por outras companhias da aliança SkyTeam. Ele é o quarto post deste trip report aqui:

1. Introdução
2. Voo Austral 2271 – FLN/AEP
3. Buenos Aires

Em Ezeiza quem dá as cartas é a Aerolíneas Argentinas, já que tanto o Aeroporto como a cia aérea são controlados pelo governo. Por isso, depois de alguns anos e milhões de dólares foi inaugurado o novíssimo terminal C, de onde saem os voos da flagship argentina e seus parceiros de aliança.

Eu confesso que até procurei entender a divisão de Ezeiza, porque o local de onde partem os voos da TAM e Gol é chamado de Terminal A. Já caminhei de lá até onde saem os voos da Aerolíneas e no meio do caminho não vi um Terminal B. Talvez esteja sendo reformado mas fiquei com essa dúvida.

O fato é que pela primeira vez eu estava fazendo check-in no novo terminal e ele causa muito boa impressão para quem chega. A Aerolíneas já implantou o Sky Priority em Ezeiza, então os passageiros com status Elite Plus no Skyteam, Aerolíneas Oro e Platino e passageiros da Clase Condór (nome dado à executiva da Aerolíneas) tem direito a check in, imigração e embarque com filas preferenciais, além de acesso ao lounge.

O sistema funcionou a contento e em poucos minutos já estava na área segura:

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Fui direto para a sala vip que fica naquele mesmo terminal. O espaço de 500 m² foi inaugurando em 2011 e comporta 164 pessoas sentadas, abrindo diariamente das 06:00 até 00:00.

O lounge fica no mezanino, então quando vir essa placa é sinal de que você chegou ao lugar certo:

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Se precisar, há um elevador que faz o trajeto. Esta é a visão de quem chega à sala:

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Logo na entrada estão as cias que utilizam o espaço:

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São na verdade as cias que tem voos em Ezeiza e pertencem à SkyTeam com adição da Emirates que também tem seus voos saindo do Terminal C.

Entrando você vê ao fundo a recepção, onde deve apresentar seu cartão de embarque e/ou prova de que possui algum dos status que mencionei no início.

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Entrando no lounge, os banheiros, equipados com chuveiros, estão à direita.DSCN0217Um pouco mais a frente está o espaço kids:

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Seguindo temos o salão principal onde você encontra diversos espaços para sentar:

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Há também jornais e revistas:

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E um pequeno business center:

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Do lado oposto aos computadores fica montado o buffet, com opções para pequenos lanches mas sem pratos quentes:

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Quando chegamos haviam media lunas que fazem parte do café da manhã tradicional dos portenhos. Um pouco mais tarde elas foram substituídas por pequenos sanduíches de miga.

Existe bastante opção no quesito bebidas. De refrigerantes:

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A cerveja:

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Chegando nos destilados e vinhos (que foram postos depois que tirei a foto):

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Toda a sala é servida com internet wireless, algo indispensável.

Como avaliação final, posso dizer que ela é melhor que as nossas salas internacionais e oferece o básico necessário a todos os viajantes: chuveiro, comida e internet.

No próximo post eu conto como foi voar na classe executiva da Aerolíneas entre Buenos Aires e Miami.

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Voo Austral 2271 FLN/AEP

Neste post eu vou contar como foi o voo entre Florianópolis e Buenos Aires, a bordo do Embraer 190 da Austral (subsidiária da Aerolíneas Argentinas) na classe Club Economy. Ele é segundo post deste trip report aqui:

1. Introdução

Austral Voo AR-2271
Florianópolis (FLN) – Buenos Aires (AEP)
Domingo, 22 de dezembro de 2013
Partida: 10:40
Chegada: 11:55
Duração: 2h24min
Milhas: 753
Aeronave: Embraer 190
Assento: 3D  (Club Economy)

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Confesso que estava muito ansioso para este voo. Seria a primeira vez voando pela Austral e também a bordo de um Embraer 190.

Também estava curioso para saber qual a diferença entre a classe Club Economy – onde eu estava – e a classe econômica convencional.

Olhem como estava o aeroporto Hercílio Luz naquele dia:

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Consegui atravessar aquela multidão, mas antes de fazer o check in aproveitei para embalar minha mala no True Star gratuitamente, utilizando o benefício do cartão Tam Itaucard, sempre importante em voos de/para Buenos Aires, já que os carregadores de mala de lá são notórios pela “delicadeza”.

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O check-in foi feito por funcionários terceirizados e um pouco atrapalhado. Não tive nenhum reconhecimento por ser AR Plus Oro e se não tivesse pedido para ela inserir meu número de fidelidade no programa ficaria sem as milhas. A funcionária fez tudo no que parecia ser uma tabela de Excel em um laptop saído direto dos anos 90.

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Como o Aeroporto Internacional Hercílio Luz não tem mais nenhuma sala vip, o jeito foi passar o tempo no diminuto free-shop.

Chegada a hora do embarque, novamente nenhuma prioridade foi respeitada. Era uma fila única. E o embarque era remoto.

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De dentro do ônibus já era possível ver o Embraer 190 com as cores da Austral (pintura bastante bonita, na minha opinião):

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Logo ao desembarcar do ônibus essa era a visão do E-190:

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Subindo a escada vi o símbolo da SkyTeam, aliança da qual a Aerolíneas/Austral fazem parte desde o ano passado:

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Fui o primeiro a entrar para poder tirar as fotos sem nenhuma interferência. Passei reto pela Club Economy para tirar as fotos da cabine da classe econômica, no arranjo 2-2:

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Gostei bastante do esquema de cores e dos bancos serem com revestimento em couro. A distância entre os assentos também me pareceu razoável.

Uma cortina divide essa parte da parte da frente, onde ficam os 8 assentos da Club Economy, com o lay-out 1-2 e apenas 3 fileiras, sendo que não há o assento individual na primeira fileira (1A).

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Aqui os assentos da Club Economy, verdadeiras poltronas, muito espaçosas e confortáveis:

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Aqui a minha poltrona, a 3D:

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Bom espaço para pernas:

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Todos os assentos (inclusive os da econômica) possuem telas individuais de entretenimento:

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E entrada USB:

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No meio das duas poltronas há uma bandeja:

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Há ainda uma bandeja menor do lado direto da poltrona da janela (esquerdo da poltrona do corredor) para copos:

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Ambas estavam bastante sujas, bem como os cantos da cabine:

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O voo levava 65 passageiros, sendo 57 na classe econômica (dos 88 lugares disponíveis) e 8 na Club Economy (todos assentos ocupados).

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Pela janela um 727-200 da Total Cargo nos fazia companhia no pátio:

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Cinco minutos antes do previsto, as 10:40 as portas foram fechadas e iniciamos o procedimento de decolagem, com avisos rigorosos de que os aparelhos eletrônicos deveriam estar desligados durante todo o voo, mesmo aqueles que possuem modo avião.

Foram então distribuídos fone de ouvido (de baixíssima qualidade):

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Uma coisa que eu notei foi a ausência dos comissários passando com aquele spray para desinfectar o avião. Se você já voou para a Argentina pela Gol ou Tam certamente lembra da cena dos comissários passando com um tubo de spray com a justificativa de ser uma exigência das autoridades argentinas. Pelo visto a exigência é só pra nós.

A decolagem foi suave e logo estávamos a 36.000 pés, em velocidade de cruzeiro rumo a Buenos Aires. Continuei minha investigação sobre o avião, agora me detendo nas opções de entretenimento.

Comecei com as duas revistas que estavam nos bolsões em frente à poltrona:

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A edição da Alta era dedicada ao novo destino da Aerolíneas: Nova Iorque e tinha algumas dicas interessantes. Já a Cielos Argentinos não tinha quase nada que salvasse.

Passei então para a tela de entretenimento individual:

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Achei um tanto limitadas as opções de filmes, seriados e músicas mas se compararmos com Gol e Tam que não tem sequer a tela individual, a Aerolíneas ganha disparado no quesito entretenimento.

Minha investigação foi interrompida pelo serviço de bordo, que vinha numa caixinha:

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Notem que a caixinha da Club Economy vinha com distinção, já que o conteúdo era diferente da distribuída na classe econômica:

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Se o trabalho de branding estava bem feito, o conteúdo decepcionou:

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Achei as opções de comida esquisitas, com marcas que eu nunca vi na vida. Seria muito mais típico e apreciável se viesse um alfajor e um sanduíche de miga, por exemplo.

Para acompanhar serviram sucos, refrigerantes e água. Pedi uma Coca Zero:

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Finalizado o serviço os comissários passaram oferecendo café (que estava muito bom):

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Apesar da decepção na comida, achei também aqui a Aerolíneas está a frente das cias nacionais. Agora se ela quer vender a Club Economy como um serviço premium deveria ter oferecido opções alcoólicas de bebidas – uma Quilmes pra já entrar no clima seria ótimo!

Quando terminei meu café já era possível ver a cidade de Buenos Aires pela janela:

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Pousamos no Aeroporto Jorge Newbery, popularmente conhecido como Aeroparque, as 12:04 (9 minutos de atraso).

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Lá já estava nos aguardando o ônibus para levar ao terminal:

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Após o controle de passaportes (que foi rápido), tivemos que esperar uma boa meia hora pelas bagagens e a prioridade não foi respeitada.

Como vocês viram, quis fazer um relato a la CSI deste voo, pois não achei nenhum outro na internet.

Acho que estes relatos podem ajudar muita gente que esteja com receio de voar com a Aerolíneas e não sabe bem o que vai encontrar no voo.

O Embraer 190 está aprovadíssimo. Tem o tamanho ideal para esta e outras rotas ligando a América do Sul e se mostrou confortável e silencioso.

A Club Economy é um trunfo que a Aerolíneas tem na mãos, pra quem não abre mão de um pouco mais de conforto. Com alguns pequenos ajustes o produto ficaria imbatível em várias rotas ligando o Brasil à Argentina.

O fato de pousar no Aeroparque e não em Ezeiza também é um diferencial importante, já que o primeiro é mais perto do centro e gera uma economia de tempo e dinheiro no translado.

Fiquei bem impressionado com o voo e certamente pagaria um pouco mais para voar com eles ao invés da Gol que é a outra cia que faz esta rota de maneira regular.

No próximo post eu conto um pouco da minha estadia em Buenos Aires.

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Trip Report: Aerolíneas Argentinas Business Class – Introdução

Por volta de Maio de 2013 decidi que iria passar as festas de final de ano fazendo a dobradinha favorita dos brasileiros: compras nos Estados Unidos + praias do caribe.

Na verdade o objetivo principal da viagem era conhecer as ilhas Turks & Caicos. Vi fotos da praia de Grace Bay e simplesmente tinha que conhecer aquele paraíso. Miami veio junto por ser a opção mais óbvia e fácil para chegar lá partindo do Brasil.

Você provavelmente nunca ouviu falar desse lugar, certo? Melhor mostrar no mapa:

E aqui Grace Bay em todo seu esplendor:

Entenderam por que eu tinha que ir pra lá? E igual a essa praia aí tem outras tantas, separadas por alguns quilômetros apenas, uma mais bonita que a outra.

O arquipélago fica a apenas 598 milhas de Miami e a American Airlines tem voos diretos partindo de lá, ou seja, uma excelente oportunidade para utilizar milhas da British Airways, já que a tabela da BA é baseada em distância.

Assim foram necessários apenas 9.000 Avios para emitir as passagens de ida e volta na classe econômica. Se fosse usar milhas da própria American iria precisar de 17.500 milhas para cada trecho na mesma classe.

Mas faltava o trecho entre o Brasil e Miami. Inicialmente reservei com a Tam. Não estava muito contente, mas como eles cancelaram meu voo entre Floripa e São Paulo sabia que poderia cancelar sem custo se algo melhor aparecesse.

Alguns amigos aderiram a ideia de passar o Réveillon em South Beach. Perguntei então como eles iriam para Miami. Confesso que fiquei surpreso com a resposta: Aerolíneas Argentinas, via Buenos Aires, na classe executiva.

Apesar da má fama da companhia, resolvi dar um voto de confiança. Afinal poderia testar a ligação entre Floripa e Buenos Aires nos Embraer 190 e depois entre a capital portenha e Miami nos Airbus A340.

Pesquisando sobre estes produtos na internet não se acha quase nada. Há muito pouca informação, mesmo no site da Aerolíneas Argentinas. Foi o que faltava pra me convencer de que eu deveria efetuar a troca!

Resolvida a parte aérea, hora de ver a hospedagem. Turks é certamente um dos lugares mais caros do mundo neste quesito (bem, em quase tudo!). Na altíssima temporada então (entre Natal e Ano Novo) um hotel básico 3 estrelas estava com diárias a partir de US$ 400.

Comecei a ver que com menos do que isso era possível alugar uma casa através de sites como Flip Key, Home Away e VRBO. No último achei um apartamento com piscina e vista para a baía de Grace Bay que reunia tudo que eu precisava. Fechei na hora.

Em Miami a coisa foi mais fácil. Necessitava de uma noite na chegada, pois o voo para o Caribe só saia no dia seguinte, então optei por um hotel perto do aeroporto, o Sofitel. Poderia usar vouchers, então foi uma decisão fácil.

Já na volta, no período do Réveillon, aproveitei que tinha um bom bocado de pontos no programa da Wyndham e reservei três noites no meu hotel predileto de South Beach, o The Dream.

A ideia já era fatiar a estadia em Miami, já que depois das festas seria hora das compras. Então optei por ficar as duas últimas noites no Marriott Dadeland, usando certificados que tinha ganho em promoções anteriores.

Resumo da ópera: não gastei absolutamente nada para ficar em Miami em um dos períodos mais caros do ano.

Vamos nessa para mais um trip report? No próximo post eu conto como foi o voo entre Floripa e Buenos Aires.

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