Latam passa a cobrar juros em parcelamento

Desde o dia 9 de novembro, os voos da Tam, Lan e Tam Mercosul já estão com a opção de parcelamento em até dez vezes com juros para o canal indireto (agências). Estão mantidas as condições atuais, sem cobrança de juros, no parcelamento em até cinco vezes. Caso o cliente opte por parcelar em um número maior de parcelas, haverá incidência de 1,49%, com parcela mínima é de R$ 35.

E advinha só: a novidade é vendida como sendo um benefício para o consumidor: “Essa diretriz vai impactar positivamente, especialmente os clientes que adquirirem bilhetes internacionais, pois a maior parte deles opta por parcelar sua compra”, disse o comunicado enviado aos agentes e operadores parceiros do Grupo Latam. Hein? Desde quando pagar juros é benefício?

Os juros serão aplicados apenas sobre a tarifa, e não haverá cobrança de juros sobre a taxa de embarque. No caso dos extras (como assento conforto), se forem adquiridos junto com o bilhete, os juros incidirão sobre o total da compra. Mas se forem comprados em separado, não haverá cobrança de juros sobre esses produtos.

A boa notícia ficou para os portadores do cartão de crédito Tam Itaucard que continuam podendo parcelar em até 10 vezes sem juros.

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LATAM adia definição sobre o Hub do Nordeste para 2016

Em meados deste ano o Grupo Latam anunciou que planeja estabelecer um Hub (centro de conexões de voos) no Nordeste do Brasil. Concorrem ao posto Fortaleza, Natal e Recife e a previsão inicial apontava para uma decisão no final de 2015.

Em comunicado divulgado à imprensa agora há pouco o Grupo anunciou que a decisão foi adiada para o primeiro trimestre de 2016, em razão do prazo de desenvolvimento de infraestrutura aeroportuária.

Em resumo: concluiu-se que nenhum dos aeroportos foi desenhado para ser um Hub e sim conexões ponto a ponto. Então é preciso tempo para que as cidades envolvidas discutam as adaptações técnicas necessárias.

“Assegurar a eficiência da infraestrutura aeroportuária, atrelada à experiência do cliente e à competitividade em custos é essencial para o projeto. Esses critérios precisam estar muito bem definidos e neste momento o cenário não oferece ainda as condições necessárias para esta tomada de decisão. Continuaremos a avaliar todos os requisitos essenciais da infraestrutura aeroportuária e da competitividade de custos”, comenta Claudia Sender, presidente da TAM S/A. “Seguimos confiantes no desenvolvimento do projeto, que trará grandes benefícios para o país e toda a região Nordeste”, finaliza.

A nota divulga ainda alguns dados interessantes do estudos da Consultoria Arup:

  • De acordo com os dados do estudo, foi estimado que o hub movimente 2 milhões de passageiros adicionais em 24 aeronaves simultaneamente em 2018 (entre 2.500 – 3.000 passageiros na hora-pico);
  • Em 2038, o número de passageiros deverá chegar a 3,2 milhões, em 36 aeronaves simultaneamente (mais de 4.000 passageiros na hora-pico);
  • Baseada nas projeções de demanda, a avaliação técnica demonstra que a capacidade declarada das pistas existentes é capaz de atender à demanda prevista até 2038. No entanto, é necessário desenvolver soluções de backup, como pistas auxiliares, para que a operação do hub não seja comprometida por eventuais impedimentos ocasionais da pista principal. Tais impedimentos dificultam a operação de qualquer aeroporto, mas, no caso de um hub, podem ter efeitos em cadeia em toda a malha da companhia aérea;
  • Com as adaptações e os investimentos recomendados pelo estudo, a Arup acredita que os três aeroportos poderiam acomodar os voos e os passageiros estimados, com bom nível de serviço e eficiência, prazo de execução razoável e potencial de expansão de longo prazo;
  • Além dos parâmetros operacionais típicos de um terminal, como nível de serviço, tempos de processamento por subsistema do aeroporto (como aparelhos de raios-x, esteiras de bagagens e outros), tempos mínimos de conexão, área de embarque suficiente para volume de passageiros em hora-pico, entre outros, foram utilizados os seguintes requisitos de planejamento para o dimensionamento do hub: banco de conexão, capacidade do pátio (36 aeronaves de portes diferentes) com conexão por pontes de embarque e processamento de passageiros.

1)  Banco de conexão: Simultaneidade de múltiplas chegadas seguidas de múltiplas partidas que permitam a conectividade entre destinos, em um período de aproximadamente 6 horas;
2) Capacidade de pátio: Máximo de 36 Aeronaves de diferentes portes (Narrow-Body e Wide-Body) estacionadas simultaneamente e com a grande maioria conectada em pontes de embarque;
3)  Processamento de Passageiros: Hub com alto percentual de passageiros em conexões na hora-pico (até 80% do volume estimado de passageiros nesse horário de concentração).

Outro estudo realizado, foi o de impacto econômico, pela prestigiosa Oxford Economics:

  • Cada dólar investido para a implantação do hub deve gerar entre 5,2 e 5,8 dólares em novas atividades econômicas, na média dos cinco primeiros anos de operações. Esta previsão inclui a geração de valor tanto para a cidade que for escolhida quanto para as outras que participaram do estudo;
  • A consultoria também estima um crescimento adicional do PIB das três cidades envolvidas no hub da ordem de 5% a 7%, considerando a média de cinco anos de operação. Nesse período, o hub deve gerar de 34 mil a 42 mil novos empregos no Nordeste.

É natural que uma decisão que contemple um horizonte tão longo quanto 2038 seja tomada com toda cautela do mundo. O impacto econômico causado justifica todo o esforço que as cidades tem feito no sentido de serem a escolhida para sediar o novo Hub. Torço que isso traga melhorias para os três aeroportos, mesmo que apenas um possa ser o escolhido.

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Latam anuncia mudanças na malha aérea

Ontem o Grupo Latam anunciou mudanças em sua malha aérea internacional, com o cancelamento de rotas, redução de outras e a criação de algumas novas.

“O Grupo Latam tem o compromisso de ampliar a conectividade dos seus clientes em toda a América Latina. A dimensão do grupo, presente em diversos países da América Latina, é o que nos permite combinar flexibilidade, capilaridade e conectividade para abrir novas rotas mais promissoras, realizar remanejamentos estratégicos em toda a nossa rede de voos e, ainda, promover readequações nos mercados onde há retração da demanda”, comenta Claudia Sender, presidente da Tam S.A.

Vamos ver o que mudou?

Rotas canceladas

  • Belo Horizonte-Miami (março/16);

Novas rotas

  • São Paulo-Joanesburgo (2016);
  • São Paulo-Bogotá passa a ser operada pela Tam, aumentando a frequência de sete para onze opções semanais do Grupo Latam;
  • Santiago-São Paulo-Milão pela Lan (Novembro/16);
  • Lima-Washigton pela Lan Peru (2016);
  • Lima-Montevidéu pela Lan Peru (2016);
  • Lima-Antofagasta pela Lan Peru (2016);
  • Bogotá-Punta Cana pela Lan Colômbia (2016).

Frequências reduzidas

  • Manaus-Miami passa de cinco para quatro frequências semanais (abril/16);
  • São Paulo-Orlando diminui de 11 para sete voos semanais (segundo sem./16)

Frequências aumentadas

  • Brasília-Orlando passa de três semanais para um voo diário;
  • São Paulo-Barcelona passa a ser diário (junho/16);
  • Lima-Miami passa de 14 para 17 voos semanais (2016);

Apesar da frequência do voo São Paulo-Orlando (Tam) ter sido reduzida haverá um acréscimo em conforto, já que a rota será operada com o novíssimo Airbus A350XWB.

No cômputo geral era de se esperar que houvesse uma redução da oferta de voos para os Estados Unidos, embora o cancelamento de uma rota (Belo Horizonte-Miami) seja sempre traumático. Por outro lado temos uma nova rota ligando a capital paulista a Joanesburgo, que é sem dúvida um destino atrativo.

Algo me diz que isso é só o começo da reestruturação e veremos muito mais mudanças num futuro próximo.

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TAM já conta com entretenimento de bordo sem fio

Desde ontem as cias aéreas que compõe o Grupo LATAM (Lan e Tam) passaram a oferecer filmes e séries a bordo através de uma rede interna sem fio. O usuário conecta na rede do seu próprio smartphone, tablet ou laptop.

Funciona assim: o passageiro baixa o aplicativo Lan e Tam Entretainment e através dele tem acesso a um portal com opções de filmes, séries de televisão, músicas, livros e até informações turísticas.

Por meio de seu dispositivo, o cliente pode selecionar episódios e algumas temporadas completas de séries mundialmente reconhecidas, como House of Cards e Game of Thrones; consegue, ainda, conferir canais famosos do YouTube atualizados bimestralmente e, em breve, também poderá optar pela leitura de notícias.

“Somos uma das companhias aéreas que mais oferece serviços e soluções para smartphones e tablets na América Latina. Por meio deste projeto de alta tecnologia, alcançamos os mesmos níveis de serviço das maiores empresas do mundo e estamos satisfazendo um dos desejos do nosso cliente que é o de controlar todo o processo de viagem, incluindo o conteúdo que consome durante o tempo que passa conosco, em nossas aeronaves” destaca Jerome Cadier, VP de Marketing do Grupo LATAM.

“O conteúdo de primeira linha, sempre atualizado e com grandes produções é parte de um forte trabalho de negociação com parceiros e com os principais estúdios do mundo. Tudo isso para reafirmarmos o compromisso que temos com nossos passageiros de lhes oferecer uma experiência de viagem melhor a cada dia”, completa Cadier.

A Tam informou que já possui 30% das aeronaves equipadas com o novo sistema e que o Grupo LATAM espera concluir até o início de 2016 a implantação do sistema em mais 230 aviões (modelos A319, A320 e A321) – ou seja, toda a frota dos voos nacionais e América do Sul.

É importante frisar que a novidade não permite acesso à internet. É uma rede interna exclusiva para uso durante o voo.

Achei a novidade excelente e extremamente pertinente, mas a Tam poderia trazer o pacote completo: conteúdo via streaming e acesso à internet. Além disso a falta de tomadas nos aviões também é um defeito que poderia ser corrigido quando se incentiva o uso dos aparelhos eletrônicos.

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LATAM divulga estudo de impacto econômico da implementação do hub no Nordeste do Brasil

Como já comentei aqui no blog a Latam está estudando a viabilidade econômica para a implantação de um hub no nordeste do país. Estão no páreo Fortaleza, Natal e Recife. A análise de impacto econômico ficou a cargo da Oxford Economics.

Dan Levine, executivo da Oxford Economics responsável pelo estudo, comenta que o levantamento “aponta a contribuição econômica de estabelecer o novo hub no Nordeste em termos de geração de novos empregos, salários pagos e de contribuição para o PIB dos Estados envolvidos e de toda a região Nordeste”. Levine explica também que “a análise avalia o valor desses impactos durante a fase de construção, no primeiro ano de operações e nos cinco primeiros anos de atividades do hub, considerando dois estágios, a contribuição direta para a economia e o impacto mais amplo que será gerado na cadeia econômica, chamado de efeito catalítico”.

O estudo já foi entregue à presidente da Tam, Cláudia Sender e também a autoridades federais, estaduais e municipais:

“A avaliação do impacto econômico para a implementação do hub no Nordeste demonstra que estamos no caminho certo em acreditar no potencial de desenvolvimento do Nordeste do Brasil. Os números apresentados são bastante promissores e reforçam nossa confiança no projeto. Continuamos com as nossas avaliações, mas já sabemos que, seja qual for a cidade escolhida, não teremos apenas uma localização geográfica privilegiada para esse tipo de iniciativa, mas também vamos contribuir com o desenvolvimento da economia de toda a região”.

O estudo revela que cada dólar investido pelo Grupo LATAM no hub irá gerar entre 5,2 e 5,8 dólares em novas atividades econômicas, considerando a média dos cinco primeiros anos de operações. Essa previsão inclui a geração de valor tanto na cidade que for escolhida quanto nas outras que participaram do estudo.

De acordo com o levantamento o hub poderá trazer um crescimento adicional de U$ 374 milhões a U$ 520 milhões por ano ao PIB das três cidades participantes, considerando a média dos cinco primeiros anos de operação, equivalendo a uma alta anual de 5% a 7%. Isso representa entre R$ 7,1 bilhões e R$ 9,9 bilhões de reais em um período de cinco anos (considerando a cotação de R$ 3,8/US$, para a data de 16 de setembro de 2015).

No mesmo período, o potencial para geração de empregos está estimado entre 34 a 42 mil postos de trabalho em toda a região Nordeste. Apenas durante o período de construção, a estimativa é que sejam gerados de 3 a 5 mil empregos.

O estudo ressalta ainda a premissa de que a instalação do hub no Nordeste pode ampliar a competitividade econômica da região. O incremento seria resultado da aceleração do desenvolvimento econômico, de um maior acesso a mercados estrangeiros por meio de exportações e movimentações de mão de obra e também da atração de investimentos externos.

Durante a sua primeira fase de desenvolvimento, a implementação do centro de conexões no Nordeste irá movimentar, num período de dois anos, 1,1 milhão de passageiros em voos de longo curso e entre 1 e 1,2 milhão de passageiros dentro do Brasil e entre o país e nações vizinhas da América do Sul, por ano. Atualmente, o Grupo LATAM transporta 33,5 milhões de passageiros dentro do Brasil e outros 6 milhões de passageiros em voos internacionais de e para o país.

Os gastos dos novos visitantes na região Nordeste devem gerar entre US$ 107 e US$ 224 milhões de valor agregado por ano, em diversos setores ligados diretamente à cadeia de turismo, de lazer e de negócios — como hotelaria, restaurantes, comércio e aluguel de imóveis e veículos — e também em setores impactados indiretamente, como indústria e transporte. Isso significa que, em um período de cinco anos, o hub deve gerar algo entre R$ 2 bilhões e R$ 4,3 bilhões (considerando a cotação de R$ 3,8/US$, para a data de 16 de setembro de 2015).

Com a implementação do hub no Nordeste, o Grupo LATAM deve atender novos destinos na América Latina e criar novas conexões diretas entre o Nordeste e grandes centros na Europa, além dos atuais destinos atendidos pelo Grupo no continente. Irá também incrementar o número de rotas domésticas e facilitar a chegada a regiões hoje menos acessíveis do Brasil e de países vizinhos.

Vale lembrar que o estudo é apenas um dos fatores que serão levados em consideração pelos executivos do Grupo LATAM. A decisão final da empresa será baseada na análise global de uma série de critérios técnicos, como a competitividade de custos, atrelada a uma infraestrutura adequada para o empreendimento e a experiência dos passageiros.

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Lan inicia venda dos voos Santiago-Milão, via GRU

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Antes mesmo de apresentar a nova marca, o Grupo Latam Airlines já vinha fazendo mudanças nas rotas internacionais da Tam: a rota para Milão foi cancelada em favor de um voo da Lan que vem de Santiago, passa por São Paulo e de lá parte para Milão. O voo inaugural será dia 4 de novembro. A boa notícia é que a nova rota será operada pelo Boeing 787 da Lan. Pra quem gosta de aviação, um prato cheio!

“O novo voo permitirá aproximar Santiago do Chile e Milão por meio de São Paulo, com nossos novos Boeings 787, que trazem um número de assentos 13% maior, um produto melhor na classe executiva e um sistema de entretenimento a bordo de última geração, permitindo conectar ainda mais pessoas entre a América do Sul e a Europa”, afirma o gerente geral de Negócios Internacionais e Alianças do Grupo Latam, Roberto Alvo.

Este conceito, de uma cia aérea ligar dois países que não são o seu de origem é chamado de voo “fifth freedom” e resulta de convenções internacionais e negociações diretas dos países envolvidos. Temos exemplos próximos como os voos da Qatar e Turkish partindo de São Paulo para Buenos Aires ou ainda o da Emirates que liga o Rio à capital argentina.

Em geral coloca à disposição dos consumidores voos com aeronaves muito maiores e com serviços superiores à concorrência, o que não era o caso do meu voo, já que a KLM também faz esta rota com um Boeing 777. Existe inclusive um segundo voo “fifth freedom” nesta rota, da China Airlines, operado com Airbus A340. No decorrer desta viagem o conceito vai voltar a aparecer em outros voos, mas vamos retomar o fio da meada por aqui.

Ou seja: oportunidade fantástica de voar entre São Paulo e Santiago a bordo de um 787, sonho de muita gente.

As passagens já estão disponíveis por meio dos canais de venda Lan e Tam, e o novo voo terá sete frequências semanais.

Fonte: PanRotas

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